F1 2017 – O que nos espera?

largada

As peças se colocam no seu lugar e o prelúdio da nova temporada se anuncia em letras capitais de neon: “Fasten your seat belts… F1 2017 is coming“. Como não ocorria desde 2013, quando a F1 entrou em declínio em vários aspectos – Isso incluindo, apesar de tudo, o retorno dos “turbos”-, a sensação coletiva é de que nos espera um ano incrível pela frente.

Mas… Será mesmo?

MUDANÇAS AERODINÂMICAS

Para 2017, o primeiro aspecto gira em torno das modificações aerodinâmicas nos carros. A primícia inicial é básica: Deixá-los mais rápidos. Mas como?

A resposta é relativamente simples: Aumentando o ganho aerodinâmico. A nova F1 trará bólidos mais largos, das asas aos pneus. A grosso modo, serão mais robustos. Maior downforce os fará, pelas estimativas, entre 4 e 5 segundos mais velozes do que os de 2016. Mas surge um problema: A turbulência.

Quanto mais downforce, maior a quantidade de turbulência gerada pelo carro. Toda essa carga gerada vai, obviamente, para quem estiver tentando entrar na zona de vácuo logo atrás. Ao serem mais rápidos e com asas maiores, a preocupação está em como será o comportamento dos carros quando próximos, tanto na questão do próprio vácuo em ultrapassagens quanto em curvas. O risco de termos largadas e primeiras voltas acidentadas seria alto.

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F2004, “o F1 mais rápido da história”

Claro que tal questão não é algo inédito. Na primeira metade dos anos 2000, durante a “Era Schumacher”, a F1 buscava, ano após ano, incrementar a downforce e acelerar os carros. A guerra dos pneus entre Bridgestone e Michelin foi fundamental para tal acontecimento, onde a busca por grip chegou a pontos altíssimos.

Os carros eram muito velozes, e, quando perto um do outro, a turbulência chacoalhava sem pudor o carro no ataque, retardando a sua velocidade e tornando a ultrapassagem inviável. As “procissões” eram recorrentes. Ao mesmo tempo, a velocidade era altíssima, tanto que o F2004 ainda tem o recorde em vários circuitos por aí.

Em 2005, alegando questões de segurança (entre outros pontos), a FIA proibiu a troca de pneus durante as corridas. Tendo que durar classificação e prova, naturalmente perdeu-se muito grip, e consequentemente velocidade. Desde então, apesar de ter chegado perto, a F1 nunca foi tão rápida quanto o ápice de 2004.

MAS E EM 2017?

Para tentar imaginar o cenário na temporada que se aproxima, há ainda um fator que nos deixa com a pulga atrás da orelha: O manejo do grip mecânico x aerodinâmico que teremos. Sendo o objetivo deixar os carros mais rápidos, bastaria com melhorar a aderência mecânica, com pneus mais largos. Aumentar a asa traseira e dianteira e ainda deixá-los mais baixos, aumentando a downforce, não é o caminho. Voltaríamos para 2004, onde apesar dos carros serem velozes, não havia ultrapassagens?

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Os novos pneus para 2017

Bem… é provável. A Pirelli já está trabalhando com pneus mais resistentes (ao contrário dos últimos anos) para as corridas. Ou seja, os pilotos poderão forçá-los mais e desgastá-los menos, resultando em bem menos pit stops do que em 2016. Logo, as estratégias de pneus/relação de paradas já não serão tão vitais nas provas, muito menos um possível “embaralhamento” nelas. O único componente que irá ajudar nas ultrapassagens será o enfadonho DRS.

QUEM GANHA, QUEM PERDE

É compreensível: Mercedes é, por lógica, quem tem mais a perder. Este ano já não teremos o sistema de tokens, o que permitirá ao resto das equipes desenvolver os motores sem restrições, para eliminar o déficit que há com a Mercedes mais rapidamente. E, em teoria, carros com bons chassis e não tanto poder em termos de motor poderão dar um passo adiante – Leia-se Red Bull e McLaren.

Apesar de tudo, a tendência é que a perda da Mercedes seja mínima. Além de contarem com um carro velocíssimo e com grande potência, o balanço aerodinâmico é excelente. Salve uma reviravolta à la 2009,  Ferrari e Red Bull ainda rondarão as flechas prateadas nas primeiras posições, mas dificilmente conseguirão Pole Positions ou (muitas) vitórias.

Em suma: A silly season se mostrou interessantíssima e cheia de reviravoltas – Desde a aposentadoria prematura do campeão do mundo até a aposentadoria express de Massa, que já se prepara para mais uma temporada na Williams.

Somando-se às mudanças técnicas no regulamento, 2017 já possui vários ingredientes que farão da temporada que logo se aproxima ter um gostinho diferente.

A dica é não empolgar-se em demasia, já que o gosto poderá ser meio amargo…

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5 pensamentos sobre “F1 2017 – O que nos espera?

  1. A Questão dos pneus mais resistentes é o que me preocupa. A baixa durabilidade deles até então ajudava em muito para disputas e ultrapassagens em pistas de poucos pontos de ultrapassagens. Mais duráveis, haverão menos paradas, e menos voltas voadoras antes das (poucas) paradas. Vamos ver o que os americanos que agora assumiram o show, podem pensar em ajustar/alterar para o espetáculo para 2018..

  2. Espero que não seja um retorno ao passado da forma negativa mesmo… Mas esse ano aponta pro tri do Hamilton, né não? Acho que a mudança meso só vem em 2018.

  3. Quando a Pirelli inventou essa história de pneus que se gastam rápido eu achei que não ia dar certo, mas agora temo por essa mudança de pneus mais duráveis. Vamos ver o que dá!

  4. Fechou esse blog? Acabando a pre temporada já, e desde janeiro nada novo?? ALOOOOO alguém em casa??????

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