O retorno de uma grande parceria

Confirmou-se hoje – desde as próprias do ‘velho Frank’ – um rumor já alimentado desde o ano passado: Finalmente a Williams voltará com a histórica parceria bastante frutífera que teve com a Renault – Esta que deu uma série de títulos nos anos 90 para a equipe de Grove. Com isso, não há dúvidas que a tentativa de reatar o caminho do sucesso está sendo dada, e, passo a passo, uma boa base sendo formada para 2012.

Obviamente nada garante ao certo que o FW34 irá ser realmente competitivo, mas a ideia geral, e isso vale para grandes e pequenas equipes, é que uma boa base tanto ‘política’ (a reestruturação dos principais funcionários em Grove já é um avanço) quanto técnica (engenheiros de qualidade e um projeto sólido, justamente (um dos) pontos fracos da Williams hoje em dia) é importante para obter resultados satisfatórios.

A verdade é que, desde a pré-temporada, o FW33 era tido como um carro bastante diferente aos demais, com novas soluções aerodinâmicas significativas e bastante esperado pela crítica em geral em relação ao seu rendimento: Terminou sendo uma decepção, e atualmente a Williams está na 9ª colocação no campeonato de construtores, por diante apenas das equipes menos desenvolvidas, leia-se Lotus, Virgin e Hispania.

Voltando ao tema central, a Williams estará dando adeus aos motores Cosworth (bastante fracos por sinal) e assinando um acordo com a Renault por duas temporadas – Com chance de renovar em 2014 pela mesma quantia.

Frank e Bernard Rey, presidente da Renault Sport F1, foram os que mais prolongaram seus discursos, mas Adam Parr foi o homem que tocou no assunto mais sério e técnico até agora – Como será construir o motor para o FW34 e o trabalho que isso representa:

Trocar o motor (agora será usado o Renault RS27 V8) representa um trabalho extra, mas o regulamento de 2012 será mais ou menos o mesmo, o que nos dá uma oportunidade extra para investigar.

A criação do FW34 vai por um bom caminho e não teremos problemas em datas ou atrasos. Essa notícia coincide com a contratação de Mike Coughlan, Jason Somerville e Mark Gillan, que somados a Ed Wood (desenhista chefe) e o novo motor, nos ajudará para dar o seguinte passo.

– Adam Parr, Presidente do Grupo Williams.

Enquanto Rey fala também sobre a oportunidade de mostrar a marca Renault em uma equipe lendária como a Williams e recordando títulos com grandes pilotos na década de 90, a reestruturação em Grove é iminente. No volante, a missão é de Rubens e Maldonado.

24 pensamentos sobre “O retorno de uma grande parceria

  1. Sem dúvida alguma foi uma ótima troca por parte da Williams, afinal Cosworth é motor pra hispania, já para Renault vai ser bom ter seu nome ligado a uma marca tão historica como a do time de Grove e quem sai ganhando ainda mais com essa tentativa de reestruturação é a F1, não que eu não goste de ver RBR na frente, mas é bom ver equipes clássicas brigando pela ponta.

  2. Não quer dizer muita coisa, a equipe Mercedes fornece motor para a Mclaren e sempre andou atrás. Lotus-Renault que tem por trás o construtor Renault, fornece motor para a RBR e também anda atrás. Nas décadas de 70/80/90 motor fazia muita diferença, hoje nem tanto, o que vale mais é a parte chassi-aerodinâmica.

    Hoje, os motores Mercedes, Renault e Ferrari se equivalem, mas o carro só vai andar na frente se tiver um bom conjunto chassi-aerodinâmica, foi assim que Vettel chegou a vitória em Monza, Newey acabara de desenhar um novo carro no final daquele ano, a Toro já corria com o mesmo motor Ferrari, mas os resultados não apareciam, projetou um novo carro e tudo mudou. Depois decidiram investir tudo na RBR, aí tudo melhorou para 09, o talento de Vettel também fez a diferença.

    O problema da Williams é muito mais GRAVE, sem grana, não pode contratar um grande projetista, e um grande piloto para desenvolver o carro. Se a coisa já é complicada para equipes mais ricas que fabricam motor como Mercedes e Renault,imagina pra Williams quem depende de grana pra comprar (quase) tudo?

    A Williams pode até melhorar, mas isso vai levar uns 3,4 anos, isso se tudo der certo…

    Em 99 a Williams teve um ano muito ruim com o motor Supertec, já em 2000 com motor BMW e investimento da montadora, tudo melhorou, mas era um outro caso.

    Tinha Ralf Schumacher em boa fase, contratou Button que chegou como fora de série, mas assim como Kimi teve sua superlicença “questionada”. Eram outros tempos, a Williams ainda tinha bala na agulha, os resultados logo apareceram, em 2001 foram 3 vitórias de Ralf Schumacher, nesse ano ainda contratou Montoya, mas tinha Button “preso” por contrato que foi correr na Benetton, anos depois a Williams faturou uma boa grana vendendo o “passe” de Button para a Honda!

    Em 2003 a Williams fez um bom carro, e até ameaçou o campenato da Ferrari na reta final, nessa época as coisa ainda davam certo…

    Entre 04 e 09, começou a “queda”, mas mesmo em baixa, a equipe conseguia pódios com Heidfeld e Rosberg.

    Hoje, do jeito que esta(fundo do poço), muito complicado voltar ao que era…

    …voltar pelo menos, aos pódios.

    • Ao menos, há de concordar, que a equipe deu um passo a frente. A equipe já deu sinais de que quer de fato uma melhora, prova disso foi a reestruturação que fizeram. Não concordo que a equipe esteja no “fundo do poço”, pois, com certeza se estivesse não fechariam dois anos com os motores Renault, mas sim continuariam com os limitados Cosworth. Cpts.

  3. Será que agora vai? Uma parceria histórica, desta vez com um forte Renault campeão do mundo, acho que se a Williams não vingar agora, desista.

  4. Agora, as coisas só devem melhorar para a Willians. Basta caprichar no novo projeto, e adapta-lo ao novo motor. Para aparar as arestas e indicar os caminhos, conta com o Rubens, um piloto experiente, e com grande capacidade de trabalhar o acerto do carro.

  5. Mas Barrica vai continuar na Williams em 2012??…alguém confirma? Se for, ele terá mais uma chance…será?..rs

  6. Acho, que pelo bem da Willians, o Rubens deve continuar sim, afinal, onde a Willians, vai achar outro piloto tão experiente, quanto o Rubens para acertar seus carros, afinal, ninguém fica tanto tempo na FI apenas pelos seus belos olhos. Tem muita gente, que só encherga mediocridade no Rubens, mas parece, que o pessoal da FI, encherga nele, muitas qualidades, ou ele não estaria a tanto tempo dirigindo um FI, não é mesmo.

  7. Ótima notícia, pelo menos terão um motor de ponta. Mas se não derem um jeito no carro, não adiantará muita coisa.

  8. Não é decisivo para o sucesso, mas contribuirá bastante para o mesmo!
    Muito bom ver essas notícias da Williams para a próxima temporade, principalmente para um fã da equipe como eu.

    abs

  9. Não vai fazer quase nenhuma diferença, hoje o motor não conta muito, concordo com o Mac.

    Quanto ao Barrichello, esqueçam esse papo de piloto acertador de carros, este é outro mito trazido da F1 dos anos 70/80/90, que não se aplica para a atual F1.

    Hoje, quem acerta carro é engenheiro, e quem desenvolve é a fartura de recursos técnicos (bons projetistas, programas de CFD, engenheiros).

    Prova disso são: o péssimo F150 feito sob a liderança de Alonso e o péssimo McLaren feito sob as lideranças de Button/Hamilton, que só melhoraram depois de copiar as soluções da RBR.

    A Willians voltará a ser grande quando tiver grandes pilotos e muita grana durante umas duas ou três temporadas, hoje ela não tem nenhum dos dois.

    • Na minha modesta opinião, o piloto ainda faz diferença no acerto do carro. Mas, essa, é apenas a minha opinião. Se as coisas se desenvolvem hoje de maneira mais tecnologica, mais sofisticada, que a sensibilidade do piloto eu vou procurar me informar melhor, para quem sabe mudar de opinião, por hora, ainda acho, que o piloto é essencial para dar sintonia fina ao carro.

      • Newton

        Nem precisa se informar melhor. Assistir corridas já o suficiente. Ela mostra que não existem “pilotos acertadores de carro”.

        Abs.

    • Cassius, sou do tempo dos pilotos acertadores de carro, e posso até estar errado, mas o feeling do piloto nos treinos, corridas e testes de pré temporada ajudam sim, as equipes entenderem o comportamento dos carros nas diversas pistas durante o ano. Então, acredito que Barrica ainda tenha esse mérito de sensibilidade e entendimento do carro para passar os detalhes aos engenheiros e assim, transformar em melhoras significativas os carros para as provas.

      • Prezado André/Pira,

        Reconheço que me expressei mal, na verdade, acertar até acerta, mas, apenas o ajuste fino para a prova em si.

        Porém, quanto a transformar em “melhoras significativas” é que eu duvido. Hoje em dia o piloto não consegue com o acerto melhorar a performance de forma a corrigir defeitos de projeto.

        Exemplo: A Ferrari F150 e sua falta de performance com os pneus duros. Nem com reza brava Alonso conseguiu tirar rendimento do carro em Barcelona.

  10. Alguma diferença irá fazer, é claro que o motor atual esta muito abaixo dos outros, a Willians esta passando por uma reestruturação , e tem que manter o Barrichello na equipe , ele além de ser hoje o piloto mais experiente do grid disponivel, é tambem um acertador de carros doa à quem doer, não é por acaso que ele ganha o mesmo salário do Vetel que é o atual campeão da f1, é claro que o piloto não faz milagres mais ele precisa passar muitas informaçoes para o engenheiro, sem falar que o marketing pessoal sobre os 20 anos em atividade na f1 será grande e motivaçao não vai faltar.
    Barrica é o cara , coloca ele na RBR , pra ver o que acontece.

  11. Talvez Rafael, você tenha razão, não existem mais pilotos, apenas robos, que conduzem um carro, que anda sozinho. Afinal, a função principal dos pilotos de hoje é conhecer bem os botões, que deve apertar, o resto, o carro faz sozinho. Apesar disso, vou continuar assistindo as corridas, para quem sabe um dia, pensar como você.

  12. Segura, moçada! Em 2012 vai ter mais um vice do Rubinho… kkk…

    Só um detalhe: e aquela regra que dizia que uma fabricante de motores somente poderia fornecer para 3 equipes? Não existe mais?
    Achava que essa regra ainda estava de pé… por isso minhas esperanças era que a Williams conseguisse motores de geladeira da Brastemp, ou de maquina de costurar da Singer… kkk…

    Renault: Renault, Lotus e RBR
    Ferrari: Ferrari, STR e Sauber
    Cosworth: Williams, Hispania e Marussia
    Mercedes: Mercedes, Force India e McLaren

    • Encontrei algo surreal sobre isso no blog do Fabio Seixas:

      “Lotus-Renault, não mais
      Com o anúncio do contrato Williams-Renault, comentou-se por aí que a fábrica francesa forneceria motores para quatro equipes em 2012.
      Errado. Este blogueiro apurou que serão três: Williams, Lotus e Red Bull.
      A Lotus-Renault, preta e dourada, usará Cosworth a partir do ano que vem.
      Perderá não só sobrenome mas a atenção especial que a Renault lhe devotava. Será o rompimento oficial da marca francesa da estrutura que carregou seu nome após a saída da Benetton da F-1.
      A partir de 2012, toda essa atenção, com ares de parceria técnica mais sólida, estará voltada para a Williams.”

      Só para deixar claro: isso foi “apurado” pelo Fabio Seixas, então sei lá…

  13. Deu no Tazio:
    Grupo de investimento Thesan Capital compra a Hispania!

    Meu xará, Vito Luzzi, vai se dar bem!!!

  14. Alguém mais confirma o rompimento Renault-Genii? E o Kubica, pelo jeito não volta pra F1? Em 2014 a Genii vai correr de Proton? O Bruno Senna saiu duma fria pra entrar numa gelada?

    Uma matéria do Blog Grande Prêmio ( http://grandepremio.ig.com.br/formula1/2011/05/28/em+crise+financeira+renault+pode+ter+motor+cosworth+em+2012+diz+revista+10428878.html ) cita a revista Auto Motor und Sport. O pessoal também tem comentado sobre o futuro dos V6 na Indy, com a Judd (EDL) montando para a Lotus ‘de lá’.

    A saída de Steve Nielsen também ajuda a alimentar as especulações.

    Eu acho bastante plausível e que a Renault só esteja mantendo o discurso de ‘fornecer para 4 times’ por questões contratuais com a Genii-Lotus. Talvez a Cosworth seja um interlúdio entre Renault e Judd na Formula 1

    Eu gostaria muito de ver um campeonato disputado pelas ‘4 grandes’ de 1985 (McLaren, Williams, Ferrari e, pelo jeito, Red Bull no lugar da Lotus)
    Também gostaria muito de ver Rubens e Felipe brigando pelo título (pelo menos até o segundo terço da temporada).

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