Batalhas de pneus e estratégias

Grande parte da emoção da F1 atual se deve a essas duas palavras citadas no título do post, que sempre foram importantes no desenvolvimento e definição das corridas, mas nunca como está sendo agora. Já desde a classificação de sábado as equipes pensam em poupar pneus para domingo, e na prova quem poder poupar mais os compostos, se dá bem. Quem melhor provou isso ontem foi Button, presenteado com um pódio pelo ótimo trabalho em poupar borracha.

O caso de Jenson é o melhor para ser explicado porque se trata de um piloto que largou entre os dez primeiros e com pneus macios: Não como Heidfeld, por exemplo, que se livrou dos duros já no primeiro stint e depois emplacou três paradas, todas com macios, conseguindo um ótimo ritmo no final.

Se a McLaren não esperava parar apenas 3 vezes com Button (o padrão em Montmeló foram quatro), a possibilidade começou a se criar quando a pelotão da frente parou muito cedo – Entre a volta 9 e 11, Alonso, Vettel, Hamilton e Webber já haviam parado. Jenson, que se encontrava em situação complicada depois de perder 5 lugares na largada e cair para décimo, viu a chance de prolongar sua estadia na pista.

E isso foi possível porque o MP4-26 de Jenson teve um feeling altíssimo com os compostos neste domingo, sendo que Jenson passou Buemi na volta 5, tendo como presa, na seguinte, Massa, subindo para oitavo. Após isso realizou seu primeiro pit-stop, 3 voltas depois do que Lewis (teremos ele como referência), na volta 14 das 66, retornando em sétimo por diante de Petrov.

No seu segundo stint de macios chegou a estar em terceiro, quando parou na volta 31: Ou seja, andou 15 voltas limpas com os pneus mais frágeis, enquanto Hamilton havia parado 7 voltas antes (e rodado 10), deixando em evidência as estratégias diferenciadas de ambos.

Se até ali a diferença nas paradas entre eles havia aumentado de 3 para 7 voltas, na 3ª aumentaria mais, pelo fato de que seria a última de Jenson e a que o deixaria chegar até o final. Enquanto Lewis se deteve na 35, já calçando duros, Button só iria parar 13 voltas depois, na 48, colocando duros também. Até ali Button havia andado 15 voltas com duros, e faria isso por mais 17 até o término. Enquanto isso, Lewis parava na 49º para o seu 4º pit stop, de duros.

O significado disso é que ambos correram esse similar período de voltas (Lewis uma a menos) com o mesmo jogo novo, e virando em tempos parecidos. Com a diferença que Hamilton já havia construído até ali, Jenson já sabia que seria impossível o segundo lugar, e terminou por chegar 35.6 segundos atrás do companheiro.

Uma diferença abismal, mas que termina por consagrar uma ótima estratégia da McLaren, modificada em plena corrida e que deu o pódio para Button, já que se tivesse parado uma vez a mais não teria sido o terceiro colocado.

Além disso, um bom trabalho também de Jenson, que discrtíssimo e praticamente largando desde o décimo lugar, passou quem tinha que passar na hora certa, poupou pneus por mais voltas que os rivais e obteve um pódio não pensado. Uma prova de que se pode ter um RB7, mas sem a estratégia ideal, nunca a vitória ou o pódio virá, e Webber que o diga.

São as batalhas de pneus e estratégias, que estão mantendo as corridas de hoje em dia em um nível estável de emoção…

5 pensamentos sobre “Batalhas de pneus e estratégias

  1. Os pneus realmente estão dando o toque especial nas provas e a estratégia de Button foi perfeita. Ele e Heidfeld foram os melhores na prova na minha opinião. Button, por largar mal e se recuperar sabendo poupar pneu, e ultrapassando todos que vinham a sua frente e Heidfeld por ter largado lá atrás e se dar bem também. Barrichello tinha uma boa estratégia, tinha bons jogos de pneus mas teve problemas de kers e o carro andou pra trás! Apesar das artificialidades deste ano (kers, asa movel e pneus), até que tenho visto boas provas.

  2. A idéia da Pirelli, foi fazer pneus, que substituissem a chuva, situação em que as corridas ficavam sempre interessantes, agora, sem a chuva, os pneus dão o tom as provas.

    • Pois é, pena que até agora não tivemos chuva, eu queria ver como os Pirelli se comportariam numa situação de pista molhada, será bem interessante quando isso acontecer, será que o Pneu de chuva e o Intermediário são tão frágeis quanto o macio e o duro, comparados com os Bridgestone é claro.

  3. Tá faltando mesmo provas com chuva! A chuva separa os homens dos meninos na F1, tem gente que dá show de pilotagem…

  4. Ou quem sabem uma prova com o asfalto coberto de querosene😉
    Já testaram isso em uma curva la em Monaco..rs…

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