Kers: O erro de Adrian Newey

Talvez a real prioridade da Red Bull e Adrian Newey seja, no momento, focar todo o trabalho e desenvolvimento possíveis na missão de poder terminar com os incômodos problemas no Kers, que vêm assombrando Vettel e principalmente Webber no primeiro passo desta temporada. Aos poucos, vamos nos interiorizando com a situação e o problema em si, este qual veremos neste post.

Se já sabemos o quanto Mark está tendo dificuldades com o dispositivo, que pôs por água abaixo o seu início de prova em Sepang, temos consciência também de que Sebastian teve em certo momento das corridas até aqui não usá-lo – E que na largada do GP da China o seu Kers não liberou o total de potência que deveria.

E isso é explicado por um erro na localização que o próprio Adrian Newey cometeu ao modelar o dispositivo no RB7. Mesmo usando o mesmo Kers que o Renault R31, Adrian provocou, com as suas modificações, um câmbio de aproximadamente 40% em comparação ao desenho original.

Tendo em vista isso, as baterias do Kers na Red Bull estão distribuídas de uma maneira distinta ao Renault por exemplo: À esquerda e direita da caixa de câmbios, ao invés de que embaixo do assento do piloto, como é usual para o resto do grid.

O modelo preferencial que é executado em Enstone não apresentou maiores problemas, mas a escolha de Newey está causando alguns problemas no Software geral, acompanhando de vibrações e temperaturas mais altas do que o normal.

Curiosamente, Adrian confessa que não montaria o Kers no carro, e que na época de aprendizagem que a Red Bull está enfrentando, os problemas possam até ser aceitáveis. A conclusão dessa trecho pode ser facilmente interpretada como falta de experiência com algo que McLaren e Ferrari já estudaram à um bom tempo.

Vendo os problemas, a alternativa mais factível – e que no fim pode resolver a questão – é aplicar o conceito comum da posição do Kers, na tentativa de deixar para trás o rastro de más experiências, tendo que descobrir as escolhas corretas, uma vez que com quase metade do real Kers modificado, fazê-lo voltar ao seu estado “de nascimento”.

Só que isso não deve ser tão simples como possa parecer, e não assegura uma melhora imediata – algo que tem que ser essencial para o RB7. A opção será, no entanto, seguir o atual caminho, resolvendo os problemas que vierem corrida a corrida ou apontar na mira da posição habitual do Kers e mudar o foco para esta área, que pelo menos até agora está se mostrando importante.

Por enquanto, a McLaren celebra o ótimo funcionamento do seu Kers, aclamado como seu real ponto forte e que tem real presença nas largadas. E Vettel, no ponto inicial em Shanghai, terminou engolido pelos dois MP4-26.

Em suma, mais um desafio para Newey trabalhar ao fundo.

16 pensamentos sobre “Kers: O erro de Adrian Newey

  1. Para o bem do campeonato o RB7 não é perfeito. Vamos ver se Newey consegue equalizar o problema do Kers sem trocar as baterias de lugar, ou então trocando e não perdendo o equilibrio do carro. Mas competencia não falta a ele, vamos aguardar cenas dos proximos capitulos.

  2. Dá pra levar, Vettel largou bem em 2 das 3 provas, Mclaren em pista travada teoricamente vai sofrer mais que RBR, em pista de alta como SPA e Monza levam vantagens, mas até lá a RBR já deve ter melhorado( ou resolvido o problema) do KERS. Newey vai conseguir achar a solução, o problema é que a RBR não tem o mesmo staff que Ferrari e Mclaren, mas disputando o título a grana aparece, além disso, projetista sempre tira coelho da cartola(vimos isso com a entrada de ar no carro da Mercedes). Com a variação de pista, dos pneus, e possibilidade real de ultrapassar a tendência é o campeonato ficar mais acirrado. Hamilton é atirado, fez bela corrida na CHN, mas muito arrojo também resulta em erros, em todo caso ele tem carro para brigar por vitórias e chegar ao pódio em todas as corridas, esta na briga pelo título com Vettel. Muita coisa vai rolar, Webber e Button podem chegar a frente dos companheiros e tirar pontos “indiretamente”, muita coisa vai acontecer, são muitos detalhes…

  3. eu pensei que eu veria o rubinho sendo campeão antes de ver o Newey com um carro inferior em algum aspecto, mas parece que eu me enganei. Agora ele tem de decidir se faz como os outros e simplismente copia ou se mostra porquê ele é o “mago” e tira mais um coelho da cartola

  4. O fato da Red Bull ser um dos melhores carros da categoria já, há praticamente 3 anos, e não conseguir solucionar o problema do KERS, me assombra. Claro que todos nós acompanhamos a situação por fora. Um situação, no mínimo, estranha.
    Ela pode perder fácil o campeonato, ainda mais nos circuitos mais novos que possuem grandes retas.

  5. Bom, Newey é humano, e por isso erra. Pelo menos agora a Red Bull tem a quem “culpar”, e sabem onde está o problema, basta saberem contorná-lo.

  6. Temos que lembrar que anos atrás esse KERS deu muita dor de cabeça, como a RBR estava em evolução e não dispunha de dinheiro para bancar desenvolvimento do KERS, Newey se concentrou totalmente na parte aerodinâmica do carro, assoalho e difusor! Começou a temporada de 2009 e o que acontece? Brawn e RBR na frente e as grandes equipes questionando o difusor, mas a FIA não deu mole e aprovou o carro da Brawn que não tinha nada de irregular. A verdade é que as grandes equipes apostaram mais no KERS que no difusor, quebraram a cara, Brawn GP e RBR fizeram o contrário e se deram bem, R.Brawn ainda disparou:

    “Nosso carro esta dentro das regras, a “diferença” esta lá pra quem quiser ver, não tem nada escondido”.

    Depois as grandes equipes tentaram copiar a traseira da Brawn, sem chance, os segredos também estavam no assoalho! RBR andou bem o ano todo vencendo 6 corridas, acabou com Vettel vice campeão, portanto Newey fez a opção certa na época. Em 2010 vieram com força total e foram campeões, mas nem tudo são flores, o KERS já era uma realidade e logo faria diferença. Hoje a RBR tem mais condições de desenvolver o equipamento, não tanto como Ferrari e Mclaren, mas pelo menos dinheiro esta entrando, muito mais que 2 anos atrás. Imagina se a RBR tivesse optado pelo KERS, dificilmente seria campeã em 2010, a falta de grana na época salvou a equipe, hoje acontece o contrário, falta grana(mas nem tanto) e experiência em usar o KERS, mas eles vão resolver o problema. Importante é que o carro nasceu rápido pra todas as pistas, tem como brigar por vitórias e chegar aos pódios, fundamental em uma temporada acirrada. Equipe e piloto que errar menos, serão os campeões.

  7. O Newey vai acabar achando a solução para o problema, a Ferrari vai tentar contratar alguém, que possa conseguir fazer um carro 100% sem erros, para isso esta apelando para o Vaticano, para saber se o chefe do Papa aceita a incumbencia, pois só ele não erra, é perfeito. Quanto aos demais projetistas a diposição, deve ter gente melhor, que os que estão na Ferrari, basta procurar(e pagar é claro). O primeiro passo, para a Ferrari começar a melhorar é trocar o seu chefe de equipe.

    • Não vejo longa vida para Domenicali em Maranello – mais alguns erros estratégias e/ou perda de título, a profecia da imprensa italiana que cabeças irão rolar, pode se cumprir.

  8. Excelente ponto de vista Tomás, porém gostaria de lembrar que, apesar de ser o principal responsável pelo desenvolvimento do carro, Andrian Newey sempre teve seu ponto forte em aspectos aerodinâmicos, favorecendo bastante esse quesito em todos os seus carros. Assim não diria exatamente que o erro está totalmente na conta do engenheiro inglês, como sugere o artigo, pois os responsáveis exclusivamente pela parte mecânico-eletrônica que deveriam ter alertado ou exigido do mesmo a não sacrificar esses quesitos em função da aerodinâmica. O Kers é sim uma espécie de calcanhar de Aquiles para a Red Bull Racing, e ainda bem que é, mas acho pouco provável que possa tirar esse campeonato do time Austríaco.

    • Realmente Jonathas, costumeiramente o trabalho é em conjunto, porém a palavra que mais deve pesar em termos técnicos em Milton Keyes é a de Newey – principalmente porque ele vem mostrando realmente valer isto -, e erros são comuns. Mas digamos que a “culpa” não é apenas dele, como você disse.

    • Verdade, nesse período de três semanas a “corrida” fica por conta dos engenheiros e muita coisa pode mudar.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s