Kers: O ponto fraco da Red Bull na China

Parece ser até uma surpresa pelo que vimos no ano passado, mas a verdade, já confirmada pela própria, é que a Red Bull está com problemas no desenvolvimento do seus Kers – o sistema que recupera a energia das freadas e a transforma em potência quando o botão do dispositivo é apertado -, o que pode gerar uma grande desvantagem na prova deste domingo, tendo em vista que pode ser que a Red Bull não o use em Shangai, apesar de nenhum membro ter confirmado isto.

Em um primeiro momento, as dificuldades vêm na prática com oe Kers. Com ele sendo recusado pela Red Bull em 2009, e com o seu banimento em 2010, a volta do mesmo é um balde de água fria nas pretensões de Newey, mesmo já sabendo da decisão previamente. Pelo fato da “equipe dos energéticos” não ser uma montadora, a tarefa de desenvolvê-lo tem que ser tomada de forma independente e a área de especialização da Red Bull não é essa.

A aprendizagem é a palavra da vez para Newey no momento, já que com recursos e orçamento limitados e pouca experiência, a melhor maneira é focar na McLaren e Ferrari: Duas equipes que não tem problemas com o Kers. Até arriscaria dizer que o de Woking é o melhor.

Talvez esta conversa não fosse tão importante se o ganho que o Kers fornece fosse menor – Ele foi muito importante para a Pole de Vettel em Sepang e o ajudou na largada, mas o desligou por conselho da equipe quando a vantagem aos rivais era satisfatória. Já no caso de Webber, ele não funcionou na largada, (o que lhe fez perder 7 posições e não ter o ganho na prova.

O intrigante é que em Melbourne, sem Kers, Sebastian marcou a sua Pole a mais de 7 décimos de distância para Lewis – Enquanto em Kuala Lumpur, com Kers, ela caiu para pouco mais de um décimo.

Em vez disso, ela teria que, pelo menos, ter aumentado. Como não foi isso o que vimos, significa que as outras equipes – leia-se principalmente McLaren – se aproximaram. E, se o Kers não for usado na China, diria que pela primeira vez o vencedor não estará em um RB7, e, provavelmente, nem o Pole.

É uma aposta arriscada em uma etapa da temporada que a Red Bull levou tudo até agora com Vettel, mas este ponto fraco representa uma desvantagem, na qual McLaren e Ferrari irão aproveitar. Com as duas grandes retas em Shangai, e a Scuderia “parando” em Maranello para solidificar o projeto de copiar a “asa flexível” do RB7 e já tendo um bom ritmo de corrida, a disputa será mais equilibrada. E desfavorável à Red Bull.

Visto isso, vocês apostam na permanência dos touros na ponta neste final de semana?

16 pensamentos sobre “Kers: O ponto fraco da Red Bull na China

  1. A RBR esta apostando tudo na parte sinuosa das pistas, mas agora é pega pela velocidade do KERS + asa móvel em longas retas, eles podem sofrer em algumas pistas como China e Monza, mas por outro lado a reação do Webber na MAL é um alívio, Webber mudou a estratégia e deu certo, botou pressão no final da corrida, poderia ter dado dobradinha da RBR se Webber não largasse tão mal. Acho que a RBR não tem com que se preocupar, tem mais pistas sinuosas que de longas retas. Lembrando que a asa móvel só pode ser usada se estiver 1 segundo do piloto da frente.

    EX:
    Se Vettel estiver 1 seg atrás do líder Hamilton, ele pode usar a asa móvel e o piloto da frente não. Seria KERS da Mclaren na frente vs asa móvel da RBR atrás, no momento isso equilibra as coisa e ajuda a RBR! Em uma pista que exigiu muito dos pneus, Vettel foi bem, na última parte da corrida (acho que faltava +- 14 voltas) Vettel estava com pneus novos. O que a RBR e Vettel não podem fazer é jogar resultado fora, aí os que vem atrás se empolgam…

    • Boa tarde a todos!

      Podem só tirar-me uma dúvida…

      Quando é que um piloto pode usar o KERS e o DRS e quando é que não pode?

      Obrigado, forte abraço!

  2. Costumo ler com frequência o blog, mas é a primeira vez que estou participando. Me surgiu a curiosidade do porquê da RBR não usar o Kers da Renault já que tem os motores, não seria mais interessante partir de um projeto que embora não seja o melhor mais aparenta estar bem desenvolvido uma vez que eles já utilizaram em 2009. Alguém sabe algo a respeito?

    • Ge, seja bem-vindo aos comentários, espero sua presença mais freqüente por aqui.

      Essa questão é interessante. A Red Bull, na verdade, tem uma sub-administração do seu Kers por parte da Magneti Marelli (que também tem aliança com Ferrari, Sauber, Toro Rosso e Renault), portanto o da Renault no momento não está nos planos (mas já esteve, só que a escolha foi feita para o lado da M.M.

      Esta aliança entre equipes e Magneti ocorreu pelos altos custos no seu desenvolvimento que cada time sofria. Com isso, a FIA colocou um topo de gasto para ele, em 2010:
      5 milhões de dólares para a investigação e desenvolvimento do sistema, mais 1 milhão de dólares para os gastos de funcionamento de cada equipe por temporada.

      O problema é que a Red Bull não se interessou pelo sistema em 2009 e agora paga o preço pela falta de experiência, algo que McLaren e Ferrari não sofrem, porque já o vem desenvolvendo faz tempo: Inclusive a McLaren com a Mercedes, e é tido como o melhor Kers no circo.

      Apenas por curiosidade, o Kers da Renault não é lá isso tudo: Heidfeld teve problemas com ele no Q1 em Melbourne e ficou fora junto com as equipes menores.

      PS: Para consultar, no site oficial da Renault é comprovada a associação com a M.M.

      “KERS
      Motor generator unit driving into front of engine with batteries as an energy store.
      Motor Generator supplied by Renault Sport F1.
      Electronic control unit by Magneti-Marelli.”

  3. Kers não funcionando, asas móveis dando defeito, pneus sendo devorados e deixando suas migalhas pelo asfalto… Agora só falta a chuva pra misturar tudo numa salada e tirar nossas dúvidas sobre o desempenho dos Pirellis no molhado.
    Mesmo com todos os fatores misturados, acho que a Red Bull ainda será forte na China. Se eles não usarem o kers durante a classificação, perdem a pole e aí sim existe uma boa chance de McLaren e Ferrari se darem bem. Como você mesmo disse, o kers da Mclaren aparenta ser o mais bem desenvolvido, até porque foi o melhor sistema entre todas as equipes em 2009. A Ferrari tem um carro “estranho”, pois vai mal na classificação mas tem um bom ritmo de corrida. Não esperava que tivessem problemas com a asa móvel, mas acontece.
    E, se o kers da Red Bull foi tão importante para Vettel conquistar a pole e manter a ponta na largada da Malásia, será que não vale a pena arriscar usá-lo de novo, mesmo que não esteja funcionando perfeitamente ainda? Ou usar o equipamento pode causar mais prejuízos do que apenas não funcionar e adicionar peso extra no carro?
    Seja qual for a resposta, Adrian Newey sabe bem o que faz e a Red Bull deve ainda dar trabalho para as outras equipes. Torcedor do Hamilton e Webber que sou, desta vez estou torcendo ainda mais para a chuva finalmente chegar na F1 2011!

    • “Ou usar o equipamento pode causar mais prejuízos do que apenas não funcionar e adicionar peso extra no carro?”

      Bem, o dilema termina sendo justamente esse. Usar, não usar, e analisar vantagens e desvantagens com ele. Particularmente, acredito que usá-lo será a melhor opção, sempre, em Shangai. Sem ele, e pela diferença de Vettel para Lewis em Sepang, a Pole não ficará com os touros.

      E a largada deve ser umn desastre também, como foi a de Webber, com problemas no Kers, em Kuala Lumpur.

  4. Não acho que as outras equipes chegaram na Red Bull, mas sim o Kers deles pesa, e não ajuda em nada. Sem o aparelho acho que ficavam uns 3 décimos na frente.
    Em Shangai também há uma grande, enorme, reta. E sem o aparato, devem perder um bom tempo por volta. Ótimo, ao menos por enquanto há uma maneira de tirar tempo de Vettel, Newey e cia.

  5. Bom, duvido que a RBR corra sem o KERS. Na China, é quase obrigatório. …Mas se tratando do ‘Alemão voador’, pode correr até sem as rodas que leva o troféu de 1º lugar.

    Vettel = Schumacher de 2002?… Espero que não, senão a F1 ficará chata outra vez.

  6. Tomás e amigos. A grande diferença do desempenho dos RB7 da Australia para a Malasia é simplesmente porque na prova de abertura, por não utilizar o Kers, ela pôde distribuir melhor os latros (pesos) para equilibrar melhor o bólido. Na Malasia eles colocaram o Kers mas não funcionou direito, ou seja, foi como um peso morto. Talvez o fato da Red Bull não utilizar o sistema na China, não seja tão problemático, pois ele deve levar vantagem na parte sinuosa do circuito. O problema maior na largada, mas no resto…
    Outra coisa, não sei se vocês notaram mas é possivel observar visualmente a diferença dos RB7 com e sem o Kers. É só olhar para a saida de ar da tampa do motor. Quando tem o Kers a equipe utiliza uma tampa com uma abertura maior e mais “ovalada” na horizontal. Vejam a foto no link: http://ow.ly/i/aix9

  7. Acho a Red Bull deve continuar descendo a bota em Shanghai. A evolução costuma ser muito rápida entre os rubro-taurinos: na Austrália, o RB7 correu sem KERS; Na Malásia, embora tenha falhado o KERS do Webber, o do Vettel garantiu uma largada tranquila e a possibilidade de estabelecer a liderança no começo da prova (com uma ajudinha do Heidfeld, claro). Acho que os dados fornecidos por essa “meia prova” do Vettel com KERS e a análise da falha no equipamento do Webber podem fazer com que a Red Bull chegue na China com um KERS “quase 100% funcional”.

  8. Não sei porque mas não acredito muito nessas informações que a Red Bull passa sobre seu KERS não está funcionando…
    Acho que tem algo mal contado…
    Ou eles estao sem o Kers e o fato de poderem distribuir melhor o peso pelo carro (somado a otima estabilidade) resulta em um desempenho superior.
    Ou eles tem um kers diferente, mais leve, usando somente para largadas.
    Ao inves de dizer isso, preferem dizer “nosso ponto fraco é o Kers”, quando na verdade é o ponto forte pois eles não tem, ou tem parcialmente.
    Pode parecer meio “teoria de conspiração”, mas lembrem-se que estamos falando de Formula 1…
    Piquet pediu pra instalar um tanque de agua alegando que era pra resfriar os freios. Após a largada, apertava um botão, esvaziava o tanque e ficava mais leve.
    Schumacher usou a manta de aquecimento do pneus no asfalto à frente de seu carro em uma largada.
    Senna, numa prova de chuva extrema em Monaco, passou por dentro do pit durante a corrida, pois o piso tinha tinha menos agua que o proprio asfalto da pista.
    Ou seja, gênios costumam pensar fora da caixa. E a RedBull tem se mostrado uma equipe genial.

  9. Nao acho que seja o ponto fraco e sim o ponto forte .o kers faz o carro perder equilibrio e ai a RBR esta se dando bem, por que perde velocidade em retas mais ganha equilibrio em curvas e nao faz tanta falta na clacificaçao pois podem usar a asa movel em todo o cirquito . e como o carro é rapido em classificaçao , o vetel so vai administrar la na frente na corrida.acredito que eles preferem nao usar o kers e estao dando um migué , eles descobrirao na pre temporada que é melhor nao usar o kers e estao se dando bem.

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