Análise prévia sobre o GP da Malásia

A F1 pula de Oceania para Ásia, mais precisamente Malásia, onde teremos o segundo GP da temporada, que, talvez, ainda seja mais esperado que o primeiro: Principalmente para saber se a Red Bull tem todo esse potencial e se, justamente, as outras equipes poderão se aproximar na árdua tarefa de fazer frente ao RB7.

Fica claro, assim como foi predominante em 2010, que Red Bull, Ferrari e McLaren chegam em Sepang como as favoritas: Ou melhor, como as candidatas à vitória, já que não resta dúvida sobre o favoritismo por parte de Vettel e seu carro indomável.

A verdade é que se todos ficaram de boca aberta com o rendimento de Sebastian no sábado (Webber só não foi melhor pois teve um problema no chassis) isso não se repetiu no domingo, mesmo com a imensa folga na sua vitória para o segundo, Lewis.

Hamilton teve uma avaria no assoalho, o que lhe fez perder tempo e diminuir por algumas voltas seu ritmo, portanto há um consenso que o RB7 está mais alcançável em corrida, o que faz com que o ponto fraco das rivais seja o sábado.

Vendo dessa forma, acredito que será difícil vencer Vettel ou Webber na classificação, mas tudo indica que na prova essa ideia mudará, e com o clima totalmente inesperado de Sepang, serão precisos planos A, B e até C no que se refere às estratégias.

RED BULL

Na Red Bull vale destacar dois fatores:

O primeiro é quanto ao Kers, que já o testará hoje nos treinos livres e, segundo os dados coletados nos testes, será tomada a decisão de usá-lo ou não. Nada confirmado, mas suspeita-se que o Kers da equipe de Milton Keyes não dê o ganho que se espera ao carro, tanto que Horner prega cautela: “Nossa intenção é poder dispor dele o quanto antes, mas sem comprometer a confiabilidade do carro.”

O segundo é sobre o problema que atingiu o chassis de Webber no fim de semana australiano: A Red Bull verificou todos os elementos que estavam problemáticos para Sepang e a falta de aderência, que complicou bastante a forma de economizar os Pirelli, já não deverá se repetir.

O curioso é que, segundo o Sydney Morning Herald, um fã ingressou na garagem da Red Bull pouco antes do Qualifying de sábado em Melbourne e quebrou um componente chave na aerodinâmica do carro, enquanto se apoiava no RB7 para tirar uma foto. Horner alega não saber nada sobre isso.

E uma informação nova, onde sabe-se que Red Bull e Renault gastaram 10% a mais de combustível do que o normal para gerar mais downforce em seus carros. O dado é muito interessante, resta saber se traz uma diferença/vantagem considerável.

MCLAREN

Sobre o time de Woking, o clima é bastante positivo no que era esperado tendo em base a pré-temporada e no que foi conquistado no sábado e domingo. Lewis foi segundo e não teve um ritmo tão abaixo de Vettel, enquanto Button teve a corrida complicada pela ultrapassagem ilegal sobre Massa.

O MP4-26 ainda não é a melhor máquina, mas o ponto forte é sempre o poderoso Kers da Mercedes, que como Jonathan Neale enfatiza em deixar claro, possui 12 meses de experiência extras em comparação aos outros. O problema é que compará-lo com o da Ferrari é bastante difícil e sobre o da Red Bull, literalmente não se sabe nada.

A McLaren continua trabalhando na confiabilidade do carro, o que já conseguiu com proeza desde Espanha para Austrália, até porque o grande problema de Lewis e Jenson foi poder rodar muitas voltas sem quebras. Aos poucos, um plano consistente do projeto se forma e ambos devem estar muito fortes neste fim de semana.

FERRARI

Na Scuderia só se fala nas atualizações que estão prontas para esta corrida, mas é sempre bom deixar claro que, até como disse Pat Fry, não é nada que vá mudar significativamente o rendimento do carro nem dar 0,5 de rapidez ao 150 – Tratam-se de detalhes nas informações coletadas na Austrália, que já devem ser postas em prática nos livres desta noite e madrugada, desenhando os primeiros rabiscos do plano de trabalho do fim de semana.

A esperança, claro, é recortar a incômoda diferença de tempo para Red Bull e McLaren que foi vista no Q3 em Melbourne, sendo que continuo sustentando a ideia de que um erro comum da Ferrari é mandar Massa e Alonso “tarde” na última parte da classificação (ao contrário do que fez a Red Bull, por exemplo), o que, além de aumentar o nervosismo, deixa menos espaço para mais tentativas.

Felipe precisa melhorar para pensar em brigar diretamente com Alonso,  já que começou atrás, e esse duelo doméstico promete ser um aperitivo extra ao longo da corrida no domingo.

OUTRAS EQUIPES

É difícil ainda traçar um comparativo fiel quanto ao rendimento de Renault, Mercedes, Sauber, Williams e companhia (acredito que essa tarefa se facilite após Sepang e Shangai), mas é notável que a Renault está um passo na frente das demais intermediárias e o pódio de Petrov reflete isso em um resultado real, e não apenas teórico.

Sauber, não fosse a desclassificação por uma irregularidade que não deu ganho nenhum, teria ido muito bem, e Toro Rosso e Force India somaram importantes pontinhos neste início. Resta saber se isso se repetirá novamente neste fim de semana.

A incógnita fica entre Williams e Mercedes, sendo que nenhuma pontuou e tiveram corridas difíceis com abandonos e batidas (Barrichello em Rosberg). O time de Grove parece ter potencial, talvez um pouco menos que o de Brackley, mas ambas devem lutar pelo Q3 sábado. Vamos esperar.

PNEUS, ESTRATÉGIAS E CHUVA

Estes 3 pontos citados acima serão bastante discutidos na Malásia – Por vários motivos. O mais importante deles é o desgaste dos pneus Pirelli e o número de pit-stops recorrente da sua vida útil no asfalto, que deve ser bem menor do que a vista na Austrália.

Em grande parte, isso se deve às temperaturas de mais de 40ºC, a humidade entre 80 e 100%, além do asfalto agressivo, sendo que existem vários pontos de freadas fortes, como a última curva antes da linha de chegada.

Em tese isso influiu para um maior número de paradas, resultado de um desgaste mais acentuado e rápido dos pneus como vimos acima. Sem contar que Sepang requer muita estabilidade em altas velocidades, e isto, com todas essas circunstâncias anteriores, irão complicar a vida dos pneus na prova.

Em cima disso, Paul Hembery – diretor da Pirelli – especula algo em torno de 4 pit-stops (os três primeiros colocados em Melbourne pararam apenas duas vezes).

A terceira preocupação, que invariavelmente está ligada com as outras duas, é sobre o tempo instável na região do circuito, que pode variar de uma tarde ensolarada para uma chuva rápida ou um torrencial em 10 minutos. No ano passado tivemos um Qualifying molhado e corrida seca, por exemplo.

Será a dor de cabeça das equipes, como sempre, pensar na possibilidade da água vir, mas torçamos para que não, já que com ela avaliar o rendimento real das equipes será praticamente impossível.

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Lido isto, a sessão de comentários está aberta para todos deixarem suas expectativas neste GP malaio e apontar seus favoritos, onde pilotos e comissários estarão com um olho no céu esperando a chuva chegar de surpresa.

15 pensamentos sobre “Análise prévia sobre o GP da Malásia

  1. Tomás, você escreveu este post com muito sono! Está repleto de erros de português…

    Um abraço, aposta feita na McLaren ‘splitando’ as Red Bull novamente!

  2. Apostar, já o fiz no bolão. Alias, como toda boa aposta, chutei nas piores possibilidades, sabe como é azarão sempre rende mais em uma aposta, que os favoritos. Uma dobradinha da Ferrari, depende mais do Massa, que do Alonso, a vitoria do Alonso depende mais dos pneus, que da sua vontade de vencer. O asfalto da Malasia é abrasivo, e devera destruir os pneus rapidamente, como a Ferrari não acerta mais uma estratégia, fica claro porque considero a equipe um azarão. Com certeza algumas duvidas serão esclarecidas neste circuito, como por exemplo, o desgaste de pneus do mexicano, afinal a Sauber e o piloto, são realmente a melhor dupla Pirelli, ou foi apenas sorte de principiante. Hoje, algumas perguntas podem começar a ser respondidas, isso claro se não chover, pois ai então, as respostas as perguntas ficam para a proxima etapa na China.

    • Sobre Pérez e Sauber, a Pirelli deve estar bastante apreensiva quanto a isso, mas com esse asfalto duríssimo com os pneus, duvido bastante que ele consiga parar novamente só uma vez.

    • Se as coisas continuarem como estão, em breve, estaremos avaliando os carros em Interlagos. Mas como aqui chove sempre no GP., Brasil, acho, que vai mesmo é ficar para 2012 rsrsrsrsrsrsrs.

  3. Cara, esse Gp tem tudo para ser demais. Pista difícil, várias equipes fortes, pneus se degradando bastante, possibilidade de chuva… Muitos fatores que podem influenciar no resultado.

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