Renault a favor dos “motores verdes”

A Renault, ou melhor, Lotus Renault, re-acendeu a chama da conversa sobre os motores turbo de 4 cilindros que chegarão à F1 ecológica daqui a dois anos, se mostrando a favor e indo em contra da ideia de Bernie Ecclestone, que é um tanto superficial.

Com o chefão preocupado com a perda de som que esses motores irão sofrer, o diretor geral da Renault Sport, Robert White, alega que essa perda não será muito significativa e que os motores estarão propulsados por um sistema de Kers muito mais potente do que o atual – O que, em tese, deve equiparar esse “problema” que Bernie está pensando.

White ainda diz que os motores farão um grande ruído, e que há motos que giram a 12.000 rpm e geram um grande som. É interessante saber que a Renault já está trabalhando nesses motores e os novos fornecedores que chegarão em Enstone, neste ano, também estarão trabalhando no novo formato.

Não é coincidência que Red Bull e Lotus, ambas fornecidas por motores Renault, são a favor da ideia. Como o próprio Robert diz, a Renault não tem os motores mais potentes, ma trabalha muito bem em outras áreas, é o mais econômico e isso, em 2013, pode fazer a diferença.

18 pensamentos sobre “Renault a favor dos “motores verdes”

  1. Tomás, essa regra de motores para 2013 parece que esta muito “aberta” ainda. O que de fato deve acontecer? Turbo ou não? Injeção direta? Kers em outro formato?

      • Mas se não tiver turbo, a potência cairá muito Tomás.

        Dizem que para compensar essa perda de potência é necessário o turbo, injeção eletropneumática, KERS e efeito-solo controlado.

  2. Até onde pude entender não vai rolar turbo. É alimentação direta de gasosa sob alta pressão. Eu ainda acho que deviam voltar os V6 biturbo, aproveitando os avanços de engenharia de materiais pra aumentar a velocidade e o KERS pra aumentar a potência disponível até “encher” o turbo.
    Motores V6, biturbo, injeção direta, com KERS, efeito solo… uma Fórmula 1 1984 com esteróides ia ser tudo de bom.

    • Juliano, não sou muito a favor a redução dos motores, mas acho que essa formula do V6 seria ideal apesar de achar 12.000 rpm pouco. O Importante é nãoter motores com potencia inferior a 750 ou 780 Cv. Outra duvida que eu tenho se eles serão “congelados” como os atuais, ou se poderão ser evoluidos com o passar dos GPs.

      • Marcelo, os V6 biturbo 1.5 de 1986 atingiam entre 700 e 1200 hp (dependendo do ajuste, para classificação ou corrida) .
        Eu acho que podiam utilizar V6 1.8 tranquilamente. Com os materiais e tecnologia de construção de motores de hoje, dava pra subir bastante o giro e, no mínimo, manter o mesmo nível de potência de hoje. Com o KERS apoiando enquanto o giro não “encher” o turbo, iam poder “socá a pórva” praticamente a volta inteira, voltar a cuspir fogo pelo escape, e, de repente, até baixar os tempos de voltas de hoje em dia.

      • “Outra duvida que eu tenho se eles serão “congelados” como os atuais, ou se poderão ser evoluidos com o passar dos GPs.”

        Não se sabe isso ainda (se alguém tem conhecimento, por favor transmita), mas pode ser que sejam evoluídos com o passar dos GP’s por ser uma “experiência nova”..

  3. O interessante seria ter potência suficiente para virar voltas na mesma média que hoje em dia.
    Na questão do ronco não precisamos nos preocupar a única diferença é que vai ficar mais grave e com os “espirros” de motor turbo.
    Preocupação mesmo na questão do ronco é quando inventarem de colocar motores elétricos. :s

  4. Bom, na questão do som, entre os V10 e os V8, prefiro, de longe, o V8. Mas diminuir ainda mais a potencia do motor é demais. Não sei se isso foi a melhor decisão.

  5. Tomás, desculpe o Off-topic, mas fikdik de uma matéria sobre a segurança nas categorias stock, turismo e outras (não monopostos) . Vendo a infortúnio que tolheu a vida do Sonderman e deixou o Pedro Boesel ferido (além do ainda recente acidente do Kubica) a gente se pergunta: existe um ponto de equilíbrio entre a viabilidade de uma categoria e a segurança dos pilotos? Uma célula de segurança (ou algum outro equipamento, ou procedimento) teria salvado o Sonderman? Ou o Sperafico, a poucos anos atrás?

    • Realmente o automobilismo é um esporte perigoso e agora que aconteceu eles tem de investigar o q deu errado para não acontecer mais no futuro.
      #SondermannVaiComDeus

  6. O Vettel voltou a falar em greve de segurança outra vez. Parece, que os pilotos não estão nada satisfeitos com os rumos, que a FI., esta tomando, eu tambem me preocupo, ainda lembro com claresa o dia 1 de maio de 94, quando Senna perdeu a vida e a FI., um de seus melhores pilotos, tudo em nome das mudanças de regulamento, que a FIA insiste em impor sorrateiramente. Caso alguém não se lembre, no ano anterior a Willians corria com um carro revolucionario, que deu o campeonato a Mansel e foi obrigada a mudar tudo as pressas e sabe-se lá com quais cuidados. Vettel não é bobo, sabe que sua vida esta em risco sempre que senta no carro, mas, sabe tambem, que o perigo aumenta, na medida em que ele deixa de olhar a pista para verificar quais botões deve apertar. Nesse abre e fecha asas, alguns pilotos podem sair voando ao encontro do Senna. Seria bom que a FIA., quando alterar as regras em 2013, encontre uma forma de trazer os pilotos de volta ao comando dos carros sem tantos riscos de perda de atenção.

  7. Gente, o Gustavo Sondermann morreu em Interlagos hoje, no mesmo lugar que o Speraficco morreu tempos atrás, não é hora de mudar aquela curva?

  8. Eu nunca vou entender as regras de “segurança” da FIA
    Em 93, os carros tavam muito rápidos e caros: Corta suspensão ativa e controle de tração e deixa a Simtek se desintegrar na pista ANTES de acertar o muro. Ou o piloto tira o pé ou vai pro muro.
    Depois foram os slicks embora, pra reduzir a aderência nas curvas, e forçar os pilotos a “tirarem o pé” de novo.
    Vem o reabastecimento pros carros não largarem tão pesados.
    Voltam os slicks.
    Vai embora o reabastecimento (será que não tem ninguém colocando gasolina congelada no tanque?)
    Agora tão querendo transformar os bólidos em pombos sem asa…
    Mudanças nos circuitos? Desfiguraram a Tamburello, como se frear pra fazer uma curva tivesse salvado a vida do Ratzemberger.
    Depois do Sperafico e do Sondermann partirem (e do Alonso não ir por pouco em uma prova (em 2003?)) , a FIA vai interditar Interlagos a té a curva do Café ter uma área de escape decente, ou o critério do Bernie vai continuar sendo o $$ que os donos do autódromo pagam pra FOM? Ímola não saiu do calendário da F1 por falta de segurança, saiu porque deixou de ser viável pros donos do circuito

  9. Sou totalmente a favor, quero o retorno das grandes fabricas só cedendo seus motores, pois carro de F1 elas já mostraram que não sabem fazer.

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