Muito mais que um Show!

Paul foi inigualável nesta noite do dia 11 de novembro em Buenos Aires. Tendo que satisfazer mais de 45 mil espectadores que pagaram ingressos não tão baratos, McCartney e sua banda corresponderam a qualquer dinheiro que possa ter sido gasto para ver o seu show. Foi inesquecível.

Ainda mais para mim, que com meus 14 anos me dirigia sozinho ao gigante Monumental de Nuñez para ver o meu ídolo – ele não decepcionou ninguém. Estádio lotado, as luzes se apagavam e iria começar a festa da nostalgia para muitos, o novo para outros e a nostalgia falsa para os terceiros, como eu, que mesmo nunca tendo vidido os 60, se sentem na sintonia que os Beatles construíram desde os primórdios em Liverpool.

Cada um fazia a sua parte, seja cantando, gritando, dançando, aplaudindo, acenando ou mostrando cartazes como “I Love Paul”, de um grupo de meninas um pouco abaixo de mim na platéia.

Paul McCartney, Rusty Anderson, Brian Ray, Paul Wickens e Abe Laboriel Jr. fizeram a alegria de todos os fãs nesta magnífica e incrível noite. Foi a primeira vez que vi Paul, e quando ele entrou no palco acenando forgorosamente para todos me veio uma sensação única e inexplicável – Paul estava ali, “é ele!”

Sem dúvida levarei para toda minha vida essa lembrança. Espero que não seja a última vez que eu o veja, pois deve ser difícil que volte a tocar em Buenos Aires novamente, mas pelo menos consegui realizar um dos meus maiores desejos: Ver um espetáculo de um Beatle.

O show desta quinta começou com “Magical Mistery Tour”, onde o público já respondia cantando perfeitamente toda a música – Algo que me surpreendeu positivamente no show. “Jet” foi a segunda, que logo foi seguida pela emocionante e bela “All My Loving”, onde por algo que não consigo descrever, lágrimas vieram nos olhos. Era um momento único, com imagens e vídeos dos Beatles no telão atrás do palco muito bonitas, que realmente fizeram emocionam muita gente naqueles segundos.

As músicas seguiam, com Paul parando ao final de cada uma delas e, com um papel logo abaixo do microfone, falando frases em espanhol, e que faziam todos nós rirem- Ele é muito carismático. Já é algo natural, não importando em que país esteja ou que idioma precise falar.

Qualquer desafio é pouco para o que Paul pode fazer. Os seus sorrisos, o bem estar de estar tocando as suas músicas para o público, as expresões engraçadíssimas com todos nós e um sentimento único que pairava naquela clara noite.

“Let Me Roll It” foi sensacional, com o público cantando o refrão de forma expecional- Paul já se emocionava. Logo depois, um ensurdecerdor “Olé, Olé, Olé, Olé, Paul, Paul!” tomou conta do estádio e McCartney dançava no ritmo.

Fez homenagens para sua querida Linda, falecida esposa, com a belíssima “My Love”, dedicando também para todos os namorados naquele escurecer, para John, com “Here Today” e depois “Give Peace a Chance”, onde deixou com nós a tarefa de cantar o empolgante refrão. Único.

A terceira homenagem veio para George Harrison, quando se equiparou de um Ukelele e iniciou “Something”, para depois tomar em braços a guitarra e tocar, junto aos seus guitarristas, o incrível solo da música de Harrison. Foram lindas homenagens que renderam um ótimo momento.

Paul ainda viria a cantar a emplogante “Lady Madonna”, a infantil mas com um refrão pegajoso “Ob-La-Di-Ob-La-Da”, onde nos deixou cantar, primeiros os homens, depois as mulheres e assim todos, a áurea que envolvia a música. “A Day in the Life”, com Paul revivendo a canção de John, para depois continuar com a sua parte e emendar “Give Peace a Chance”, onde já era suficiente para o estádio explodir e cantar o refrão em uma voz única.

“Drive My Car” não podia ser esquecida, com o telão atrás de Paul e banda mostrando vídeos de carros antigos e engraçados, algo bem típico da áurea Beatles. Quando chegou, logo em seguida a contagiante “Back in the USSR”, com o som idêntico do avião decolando, todos nos vimos cantando o quanto as ucrânianas são atraentes.

Um dos pontos mais altos do Show veio com a estrondosa “Live and Let Die”, onde fogos de artifício e fogos explodiram no palco e no céu, iluminando a noite e alegrando muito mais o público. Paul tomou conta sozinho de várias músicas, como “Blackbrid”, “And I Love Her”, “The long and Winding Road” e “Let it Be”, onde se emocionava.

E se fosse pouco, ainda tínhamos “Seargent Peppers”, “I’ve Got a Feeling”, “Get Back” e “I’ve Just Seen a Face”, pérolas da época Beatle. O show terminava, Paul e banda acenavam e o público voltava com o “Olé, Olé, Olé, Olé, Paul, Paul!”. E ele voltou!

Vieram assim, de cara, “Day Tripper”, “Parperback Writer” e “Yesterday”. Novamente, Paul e Banda acenavam com um tchau “mais ou menos”. Mais uma vez, agora com o “Una Más”, as 45 mil pessoas pediam mais uma.

E, claro, ele estava lá mais uma vez, com “Helter Skelter”, “Sgt. Peppers” e emendando “The End”, em um típico final com solos de bateria e guitarra, onde estava coroado o verdadeiro e definitivo final, com Paul agradecendo, dizendo “We Love You” e cada integrante da banda falando uma palavrinha em espanhol, o que foi impagável.

E Paul, com seus 68 anos, pulando parecendo uma criança na saída do palco, distribuíndo tchaus e sorrisos á todos no estádio, completamente satisfeitos com o magnífico espetáculo dos 5 maestros naquel noite.

Assim, depois das duas horas e meia mais felizes da minha vida, McCartney nos encheu de alegria. Ele tocou, vibrou, cantou, dançou, falou, gritou e aproveitou o momento. No mais, só me resta agradecer: Thank You, Paul!

7 pensamentos sobre “Muito mais que um Show!

  1. Fala Tómas,

    Grande garoto, desde cedo apreciando um dos maiores compositores do nosso “pale blue dot”.

    Só os Beatles mesmo para juntar minha grande figura com o pobre coitado do Ceccoto.

    Pelo menos no que diz respeito à música tenho que admitir que esta atormentada figura tem bom gosto.

    • Eu sei que não pode viver sem me nomear..em relação à sua grande figura elogio em boca própria é vitupério….mas nem deve saber que é isso..

      Acabe de se assear e depois fale Coyote, que se esconde atrás dessa escatológica figura..Não está falando com a sua turma de desqualificados para usar sempre insultinho menor e barato.

      Com a estima que merece

      • Fala Cecotinho,

        Passa mais um recibo por favor!!! Adoro suas participações.

  2. Cresci ouvindo Beatles. Meu pai é fã incondicional deles. Uma ótima banda, grandes composições.

  3. Simplesmente incrível. Pelos relatos que ouvi do show em Porte Alegre e agora lendo o seu, tenho certeza que está turne entrará para a história.
    Fico muito feliz que tenha vivido essa experiência, já aos 14 anos ficou sabendo o que significa “êxtase”.
    Provavelmente nem comemorará muito o título do Alonso, F1 pouco importa nessa horas né😛

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s